Das coisas que mais gosto na nossa relação (estranha, mútua e prazerosa) é como vc me provoca um silêncio que eu não estou habituada. O silêncio sempre me incomodou, nunca lhe fui amiga e o evitava, forçando uma oralidade (que me é difícil, pois as coisas aqui dentro nunca são transmitidas por mim do jeito como eu as imagino realmente) ou me deixando levar por pensamento intrusos e destrutivos. O silêncio em companhia de outros então é horrível, fico vasculhando brechas de quebrá-lo a todo custo senão acabo associando-o a uma personalidade tediosa e pré-concebida de alguém que simplesmente não tem a mesma inquietude emocional que eu. Meus amigos não me conhecem no silêncio e o estranham quando eu o faço. Não quero perdê-los então não lhes dou a chance de ficarem mal pela falta do meu barulho. Me forço e sôo em vários tons Me dói o silêncio compartilhado. A não ser com vc. Estou aprendendo a dividi-lo e a conhece-lo. Ele vem acompanhado de palavras subentendidas, de um vazio já preenchido por outras emoções, da não necessidade de se expor. Se eu te dou paz ao estar do teu lado, vc me dá um sossego na alma, uma quietude do não-dizer. O silêncio da tua presença é bom, é maduro, é seguro. Do teu lado eu não tenho que provar, expor, entreter, eu posso ser o que sempre fui: uma menina tranqüila, observadora e calma, com meus pensamentos calados. Eu não preciso forçar a simpatia através da fala, nem a tua conquista ou a manutenção da tua amizade.
O silêncio da tua ausência me cultiva uma saudade deliciosa. Gosto do afastamento (rápido) de vc, pois dá uma dor gostosa. Gostosa porque sinto certeza e confiança de saber que vc é meu e eu sou tua no nosso tempo (pouco) e no nosso espaço (agendado e comprado), onde quer que estejamos, com quem estivermos, independente de não nos querermos mais. Me afasto, então, ás vezes só para poder lhe sentir mais saudades, para doer, para sofrer, para me sentir viva ao experimentar algo tão intensamente sadomasoquista. Para não esgotar a convivência, para não sentir pena de uma coisa tão deliciosa acabar por banalização. Me afasto porque sei que o distanciamento é breve, que és meu. No dia que não fores mais, ainda sim eu sei que lhe pertenço, ainda assim fomos donos um do outro. Muito bom se afastar e retornar para você, como se retorna para a casa da infância. É uma forma de abastecer diariamente a saudade. De extrapolar as vontades ao máximo. De faze-la ficar insuportável para quando explodir ser plena. Para quando te ver, sentir como se fosse da primeira vez. Mesmo que em silêncio, mesmo que furando meu peito, mesmo que fantasiosa.
Não sei se algum dia o silêncio e a saudade vão ser tão horríveis que desejarei não mais senti-lo, que exigirei contato intenso, que não sentirei mais prazer neles, que não vou querer mais dividí-lo com ninguém (e você não poderá). Talvez chegue um tempo que isto me consumirá de forma cruel, que não agüentarei ficar distante de você nem um minutinho, que a tua presença será meu ar. E vai doer, como nunca doeu porque terei que optar por balões de oxigênio. Que vou ter que tirar você de mim para não poder respirar, que perderei até a vontade de continuar te amando. Que o prazer será sublimado por uma tristeza e não conseguiremos mais ficar em paz na companhia um do outro. Aí, não nos restará nada a fazer a não ser parar e deixarmos morrer um pouco. Vai doer e depois que passar vai ser bom também. Seguiremos nossa vida, seguiremos nosso trabalho, não nos veremos mais (ai como meus olhos se enchem de lágrimas e minha garganta aperta) e nunca mais nos encontraremos. Seus filhos vão crescer, meus filhos vão nascer, seremos muito felizes pela vida, viajaremos, teremos muitos companheiros, carregaremos netos no colo, seremos velhos e nunca nos esqueceremos que somos um do outro. Eu nunca vou me esquecer e mesmo chorando como estou agora eu vou te amar, te lembrar, te reconhecer por tudo que me fez sentir. Pelo amor ao silêncio e pelo prazer da tua saudade.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Água morro abaixo
Meu amigo,
Tento organizar tudo na minha cabeça, mas é um rebuliço que nem sei por onde começar. Nos enrolamos que nem cordão de ouro fininho com vários nós. Em junho de 2 anos passados, ouvi de sua boca: você vai ter orgulho de mim em breve! Eu acreditei (acredito ainda no fundo senão não tava te escrevendo) e fiquei esperando por qualquer movimento teu que me mostrasse que você estava sentindo que precisava se encaminhar para o outro lado de tudo que você trilhou até entao. Mas o que aconteceu foi o oposto.
Montanha russa em alta velocidade só que no final com trilhos acabando e um precipício esperando. Ficamos mais próximos sim. Nos apoiando e tentando matar a solidão com o outro. Só que eu sentia que era pouco para você. Em qualquer oportunidade de poder voltar a ser aquela pessoa que você se criou (e totalmente sem rumo), você não resistia e agia novamente daquela forma que tanto você me disse não faria mais.
As coisas ainda se enrolaram mais e mais, empregos, demissões, depressão, altos, baixos, químicas, sexo, inércia, hibernações e companhias erradas.
Antigamente, antes das coisas complicarem (e eu nem sei precisar quando isso começou a ocorrer), conversávamos tanto, sobre tudo, com humor, consideração e até carinho. Não éramos só amigos de doideira, de bar. Éramos amigos. Ponto final! E eu te amo tanto pela nossa amizade conquistada em conversas, em risos, mancadas, danças desconexas, ligações malucas, cigarros roubados, cafés, choro, portas de aeroportos, textos e sinucas.
Agora você me irrita, faz de tudo para isso. Ou não faz nada, apenas dorme! Não conversamos mais, a não ser na presença de outros, com papos coletivos, alcoólicos e esfumaçados. Eu não te entendo e você não me entende. Eu perco a paciência, você vem com deboche (parece algum ritmo novo de musica do nordeste, né?). E sempre tem que ser até a última dose, último cigarro, até os olhos não se agüentarem mais abertos, as pernas formigarem, o coracao ficar com taquicardia, a fraqueza tomar conta dos membros e o suor inundar.
E sua falta de vontade de vivenciar as coisas. Você podia fazer tanto, conhecer, participar, produzir, se admirar com tantas coisas e não faz nada. Só o que lhe interessa é a futilidade de um momento intenso prazeroso vazio. Um preenchimento do teu vazio com o nada. Cada vez mais se enchendo de nada.
As pessoas estão se afastando. E você delas. Nem interesse por ninguém você tem mais. A não ser aquelas que te fazem mal. Eu temo que a próxima a se afastar serei eu. Não posso mais, nem quero, te acompanhar nesta viagem para o vazio. É errado e auto-destrutivo. E se você não fizer nada logo, talvez seja tarde demais. Ainda há tempo, mas só você que pode fazer isso, eu não posso.
Isso é que nem dieta: tem o certo e o errado. Todo mundo sabe diferenciar. Muda, seja o homem que eu espero que você seja. Deixe-me orgulhosa!
Até algum dia,
Sua amiga
Sheila, um bicho!
Terça feira magra de carnaval...! Eu e uma amiga num SPA, famintas, querendo perder todos os quilos do mundo em 4 dias e malhando até os musculos estourarem. A salada nao tem mais gosto, alias nada tem gosto pq é feito com agua... e só! Hoje me enganaram no jantar com um quibe de forno... feito de trigo. Trigooo nao é carne, nao faz mu e nao tem sangue... Ha seculos nao sei o que é uma comida bem feita.
Existe espalhado pelo spa todo um monte de chas, cafe e um suco diuretico para ser bebido a vontade. Resultado, faco xixi toda hora.
Ainda tem a merda da natureza... No primeiro dia, de madrugada fui acordada com a Dani gritando: SHEILA UM BICHO! Olhei para a cortina atras da cama dela e tinha um bicho verde do tamanho de um fusca grudado na cortina. Um inferno... Chamamos alguem do spa pra remover o bichinho! Estavamos histericas... Mas vou te dizer: se aquele bicho entrar novamente aqui, agora, nós vamos fritar ele no isqueiro e comer no espeto. Em alguma sociedade, ele deve ser iguaria...
Ontem tinha um gordo, metido, que obviamente, achou q fossemos ser as suas melhores amigas e quem sabe pegar uma das duas. Ele subornou o staff pra comprar uma absolut. Pensei em me juntar a ele, mas o gordinho é do tipo q ia querer em troca, no minimo, botar a mao no meu peito. De noite, ele tava bebado q nem uma cotia alcoolatra. Ficou nos perseguindo, falando palavrao e gritando! Brigamos, gentilmente, com ele, demos o fora e fugimos do bebado. Mas sincermente com a fome que eu tava se ele aparecesse com uma lasanha eu dava até a bunda pra ele. Gracas a Deus mantive minha dignidade. Faminta, mas digna!
Aqui só tem velha rica, botocada e repuxada. Eu e Dani nao socializamos com ninguem e ainda estamos escrotizando geral. Elas nos chamam pra dancar e dizemos nao! Ficamos rindo delas e superando todas nos exercicios. Ta bom, grandes merdas ganhar na corrida de velhinhas, mas pelo menos rimos muito.
Todo mundo só fala em comida aqui, no que vai comer depois de sair e como vai se controlar. Muito sacrificio, viu? Mas to me amarrando...
Enfim, é isso... Vou dormir para ver se eu esqueco essa fome de lascar.
Existe espalhado pelo spa todo um monte de chas, cafe e um suco diuretico para ser bebido a vontade. Resultado, faco xixi toda hora.
Ainda tem a merda da natureza... No primeiro dia, de madrugada fui acordada com a Dani gritando: SHEILA UM BICHO! Olhei para a cortina atras da cama dela e tinha um bicho verde do tamanho de um fusca grudado na cortina. Um inferno... Chamamos alguem do spa pra remover o bichinho! Estavamos histericas... Mas vou te dizer: se aquele bicho entrar novamente aqui, agora, nós vamos fritar ele no isqueiro e comer no espeto. Em alguma sociedade, ele deve ser iguaria...
Ontem tinha um gordo, metido, que obviamente, achou q fossemos ser as suas melhores amigas e quem sabe pegar uma das duas. Ele subornou o staff pra comprar uma absolut. Pensei em me juntar a ele, mas o gordinho é do tipo q ia querer em troca, no minimo, botar a mao no meu peito. De noite, ele tava bebado q nem uma cotia alcoolatra. Ficou nos perseguindo, falando palavrao e gritando! Brigamos, gentilmente, com ele, demos o fora e fugimos do bebado. Mas sincermente com a fome que eu tava se ele aparecesse com uma lasanha eu dava até a bunda pra ele. Gracas a Deus mantive minha dignidade. Faminta, mas digna!
Aqui só tem velha rica, botocada e repuxada. Eu e Dani nao socializamos com ninguem e ainda estamos escrotizando geral. Elas nos chamam pra dancar e dizemos nao! Ficamos rindo delas e superando todas nos exercicios. Ta bom, grandes merdas ganhar na corrida de velhinhas, mas pelo menos rimos muito.
Todo mundo só fala em comida aqui, no que vai comer depois de sair e como vai se controlar. Muito sacrificio, viu? Mas to me amarrando...
Enfim, é isso... Vou dormir para ver se eu esqueco essa fome de lascar.
Confissão
Caro amigo,
tenho que te confessar, não dá mais pra continuar assim, com o peito entupido por esse segredo: Eu matei um homem... Eu matei meu marido!
Você deve ter notado que ele sumiu, que quase não falo mais nele, q nas fotos ele não aparece mais e q evito marcar compromissos juntos! Claro que minha justificativa foi ótima: estávamos separando! Mas a verdade, nua e crua (toda vez q falo isso penso em um açougue onde cada peça de carne pendurada é uma “verdade”) é que eu o assassinei. Sim, morto, mortinho da Silva, da Souza, da Pereira, da Teixeira.
E eu me arrependo demais de tê-lo feito, amigo! Não queria, não planejei, não pensei. Só pensava e retira-lo da minha vida, da minha convivência, de não ter que falar com ele por nada, de ter tranqüilidade e ser livre daquele homem que tanto me amava.
E esse arrependimento só começou agora. Alguns momentos logo depois senti alívio, paz e até uma certa felicidade. Culpada, claro! Fiquei ótima por muito tempo. Sem remorso, sem saudade. Livre e sem ninguém para mim.
Mas de uns tempos para cá essa liberdade começou a incomodar. Veio devagar, com um choro ao dormir sozinha na cama, ainda do meu lado da cama, sem ele para preencher o travesseiro vizinho do meu. Nunca desde sua morte consegui dormir esparramada na cama toda. Ainda mantinha o seu lugar a espera do fantasma que nunca voltou para mim.
E aos poucos aquela dorzinha foi crescendo e já aparecia em muitos momentos. Não só à noite antes de dormir, mas também indo pro trabalho, no ônibus, no banheiro do escritório, no almoço coletivo, na manicure, nos sábados à tarde quando eu esperava-o cozinhando algo gostoso para a noite, vendo lutas na TV e aos domingos. Domingo é o pior dia para se sentir falta de um morto.
A dor foi ficando enorme, pois se uniu com a esperança de que ele ressuscitasse, como em filmes de zumbis. E no fundo eu sabia que ele não ia. Porque dói muito saber perceber que eu nunca mais vou tê-lo de volta, que sua presença mesmo calada, mesmo emburrada não me fará companhia.
Em alguns momentos ainda acho que isso parece sonho, que ainda estamos juntos, rindo, fazendo planos e com a certeza absolutamente intacta que nunca, nem nada, nem ninguém iria nos separar. Chegamos a prometer-nos isso: não importa o que aconteça a gente nunca vai se separar, Sheila! Ele dizia! Eu pactuei com isso. Mas um dia quebrei a promessa e o matei. Eu fiz algo inimaginável e ele nem lutou. Deixou-se morrer.
Sinto tanta raiva dele por não ter lutado mais pela própria sobrevivência. É um crápula que se deixou assassinar facilmente. Ou ele achava que manter a própria vida ia ser fácil? Francamente, na nossa idade a gente não pode mais acreditar que as lutas são simples, nem desistir delas assim, com tanta resignação. Porque ele se deixou morrer, amor? Porque me deixou mata-lo? E agora? Como vou tê-lo de volta se os mortos nunca voltam?
Uma realidade que ultimamente tem me passado pela cabeça é que ele pode realmente não voltar, né? Aí, eu que não sei como irei continuar respirando. Acho que um suicídio está prestes a acontecer.
Mas não se preocupe, que eu volto caso me mate!
Beijos ainda terrenos,
Noiva cadáver
tenho que te confessar, não dá mais pra continuar assim, com o peito entupido por esse segredo: Eu matei um homem... Eu matei meu marido!
Você deve ter notado que ele sumiu, que quase não falo mais nele, q nas fotos ele não aparece mais e q evito marcar compromissos juntos! Claro que minha justificativa foi ótima: estávamos separando! Mas a verdade, nua e crua (toda vez q falo isso penso em um açougue onde cada peça de carne pendurada é uma “verdade”) é que eu o assassinei. Sim, morto, mortinho da Silva, da Souza, da Pereira, da Teixeira.
E eu me arrependo demais de tê-lo feito, amigo! Não queria, não planejei, não pensei. Só pensava e retira-lo da minha vida, da minha convivência, de não ter que falar com ele por nada, de ter tranqüilidade e ser livre daquele homem que tanto me amava.
E esse arrependimento só começou agora. Alguns momentos logo depois senti alívio, paz e até uma certa felicidade. Culpada, claro! Fiquei ótima por muito tempo. Sem remorso, sem saudade. Livre e sem ninguém para mim.
Mas de uns tempos para cá essa liberdade começou a incomodar. Veio devagar, com um choro ao dormir sozinha na cama, ainda do meu lado da cama, sem ele para preencher o travesseiro vizinho do meu. Nunca desde sua morte consegui dormir esparramada na cama toda. Ainda mantinha o seu lugar a espera do fantasma que nunca voltou para mim.
E aos poucos aquela dorzinha foi crescendo e já aparecia em muitos momentos. Não só à noite antes de dormir, mas também indo pro trabalho, no ônibus, no banheiro do escritório, no almoço coletivo, na manicure, nos sábados à tarde quando eu esperava-o cozinhando algo gostoso para a noite, vendo lutas na TV e aos domingos. Domingo é o pior dia para se sentir falta de um morto.
A dor foi ficando enorme, pois se uniu com a esperança de que ele ressuscitasse, como em filmes de zumbis. E no fundo eu sabia que ele não ia. Porque dói muito saber perceber que eu nunca mais vou tê-lo de volta, que sua presença mesmo calada, mesmo emburrada não me fará companhia.
Em alguns momentos ainda acho que isso parece sonho, que ainda estamos juntos, rindo, fazendo planos e com a certeza absolutamente intacta que nunca, nem nada, nem ninguém iria nos separar. Chegamos a prometer-nos isso: não importa o que aconteça a gente nunca vai se separar, Sheila! Ele dizia! Eu pactuei com isso. Mas um dia quebrei a promessa e o matei. Eu fiz algo inimaginável e ele nem lutou. Deixou-se morrer.
Sinto tanta raiva dele por não ter lutado mais pela própria sobrevivência. É um crápula que se deixou assassinar facilmente. Ou ele achava que manter a própria vida ia ser fácil? Francamente, na nossa idade a gente não pode mais acreditar que as lutas são simples, nem desistir delas assim, com tanta resignação. Porque ele se deixou morrer, amor? Porque me deixou mata-lo? E agora? Como vou tê-lo de volta se os mortos nunca voltam?
Uma realidade que ultimamente tem me passado pela cabeça é que ele pode realmente não voltar, né? Aí, eu que não sei como irei continuar respirando. Acho que um suicídio está prestes a acontecer.
Mas não se preocupe, que eu volto caso me mate!
Beijos ainda terrenos,
Noiva cadáver
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Botando o Momo para emagrecer!
Cheguei ontem aqui no SPA. Fiz uma mega despedida com picanha no almoco e paradinha no caminho para comer um sanduba de linguica com queijo. Hoje, 24h depois, agradeco por isso. A comida é pouca. Muito pouca, mas suficiente.
Chegamos na hora do jantar: saladinha e sopa. Todo mundo com cara de não-sou-gordo-to-aqui-pra-descansar. hahaha! Eu sacaneando as gordas. Comemos e fomos dormir...
A faixa etaria aqui é em torno de 98 anos. Todas super dispostas, malhadas, lipadas e botocadas. Obviamente cheias de opiniao.
Hj acordamos as 6h00. Olhamos o relogio e voltamos a dormir. A enfermeira nos ligando, intimou-nos a estar na enfermaria até as 7h senao perderiamos o café. Café é meu cu, ne? Queria dormir! Mas quando foi 6h40 bateu aquela fominha. Nos montamos mais do q depressa e fomos pra lá.
Vcs nao sabem o que é ser medida, pesada e avaliada as 7h00 da manha.
Chegamos na hora do jantar: saladinha e sopa. Todo mundo com cara de não-sou-gordo-to-aqui-pra-descansar. hahaha! Eu sacaneando as gordas. Comemos e fomos dormir...
A faixa etaria aqui é em torno de 98 anos. Todas super dispostas, malhadas, lipadas e botocadas. Obviamente cheias de opiniao.
Hj acordamos as 6h00. Olhamos o relogio e voltamos a dormir. A enfermeira nos ligando, intimou-nos a estar na enfermaria até as 7h senao perderiamos o café. Café é meu cu, ne? Queria dormir! Mas quando foi 6h40 bateu aquela fominha. Nos montamos mais do q depressa e fomos pra lá.
Vcs nao sabem o que é ser medida, pesada e avaliada as 7h00 da manha.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Porto de Galinhas - 04/08/2008
Chegamos as 1h30 da manha, vôo tranqüilo, todo mundo cansado, se acomodando nas poltronas enrolados em si mesmo, tentando tirar uma soneca de 3 horinhas (tempo de vôo).
Adoro viajar de avião mas eu não entendo pq a porra do ar condicionado tem que ser tão forte? Sinto como se o povo brasileiro estivesse passando por uma grande menopausa, todos com pavor de suar ou ficar um pouquinho com calor, como se fosse um sintoma de doença horrível.
A primeira impressão foi a melhor possível. O clima é quente, as pessoas são amáveis, o sotaque é gostoso de se ouvir. O hotel é bem maneiro, mas ainda não deu para sacar todas as possibilidades pois fomos dormir as 3h da manhã e dormi como uma âncora.
Acordamos (meio com preguiça da minha parte e maior disposição do Pedro) as 9h. Resolvi tomar meu banho matinal. Sim, sou limpinha e tomo banho, no mínimo, de manhã e de noite. Fomos para o café da manha, já de biquíni e canga, etc. No café, resolvi que ia comer tapioca todos os dias de estada aqui. Tem um senhora, que prepara na hora, fresquinho, com coco e manteiga. DILIÇA!!!
Hoje fizemos um passei chamado “De ponta a ponta”. Aos pouco descobri que aqui eles adoram dar estes nomes brega-kirtsch para tudo. O passeio é feito de bugre e vai desde a Praia de Muro Alto até Maracaípe. Antes de sair, eu, uma vela de brancura, passei protetor no rosto e ombros, eu não tinha idéia de como isso foi pouco, muito pouco.
A primeira impressão foi a melhor possível. O clima é quente, as pessoas são amáveis, o sotaque é gostoso de se ouvir. O hotel é bem maneiro, mas ainda não deu para sacar todas as possibilidades pois fomos dormir as 3h da manhã e dormi como uma âncora.
Acordamos (meio com preguiça da minha parte e maior disposição do Pedro) as 9h. Resolvi tomar meu banho matinal. Sim, sou limpinha e tomo banho, no mínimo, de manhã e de noite. Fomos para o café da manha, já de biquíni e canga, etc. No café, resolvi que ia comer tapioca todos os dias de estada aqui. Tem um senhora, que prepara na hora, fresquinho, com coco e manteiga. DILIÇA!!!
Hoje fizemos um passei chamado “De ponta a ponta”. Aos pouco descobri que aqui eles adoram dar estes nomes brega-kirtsch para tudo. O passeio é feito de bugre e vai desde a Praia de Muro Alto até Maracaípe. Antes de sair, eu, uma vela de brancura, passei protetor no rosto e ombros, eu não tinha idéia de como isso foi pouco, muito pouco.
O nosso guia foi o Jó, que tinha muita paciência... Começou com a Praia de Muro Alto. Ficamos em torno de 2 cervejas nesta praia ampla, sem ondas, águas mornas e calminha devido aos recifes, já mortinhos e endurecidos que fica há 1km da praia, formando um paredão – que se pode subir facilmente e atravessar para o mar. Daí o nome Muro alto.
De lá fomos para a o porto na Vila e fizemos o passeio de jangada até as piscinas naturais. São varios corais, pertíssimo da praia, que durante a maré baixa formam piscinas cheias da mais bela, irritante e perigosa vida marinha: peixes “sargento”, estrelas do mar, peixes-gato e muito, muito, muito ouriço. Como sou muito comunicativa, fiz alguns amiguinhos ouriçados que até me deixaram segura-lo sem me atacar. Acabei descobrindo que eles são tão perigosos como uma folha de papel. Nunca, nunquinha ande num coral sem chinelo-daqueles-prendem.
Pegamos a estrada (de bugre) e com tanto mergulho, sal, sol e vento o bloco formado por testa, nariz, ombros e braços se transformaram em algo da cor vermelha-alaranjada-toda-se-ardendo-só-de-respirar. Fomos para Maracaípe, praia de surfista, descolado, uhú, maluco! E lá na ponta: um manguezal com o encontro do rio com o mar.
domingo, 3 de agosto de 2008
Então, tô indo!
Ainda to aqui em casa, acabei de fazer as malas! Um saco! Eu sempre levo ou muita roupa ou roupa de menos! Então por conta disso, resolvi sempre levar mais roupa mesmo...Pelo menos vou estar bem vestida! É tão bom viajar no fim do dia, de madrugada quase! Dá para fazer tudo em casa (olha aqui a Amélia falando), dá para arrumar a mala com calma e ainda ficar descansando! Porque férias dá uma canseira!
Acima uma foto meramente ilustrativa de como estarei em algumas horas. Aliás, eu amo estar em trânsito, amo ficar em Aeroportos, rodoviárias, pontos de ônibus e congêneres. É aquela sensação que só as velhinhas fuxiquentas, observadoras e perspicazes do interior compartilhavam ao ficar no fim das tardes, religiosamente na janelas de suas casas analisando, com cérebros de águia, a vida dos outros. Eu sou uma velhinha destas. E minha janela é nos aeroportos. Aquele trânsito todo é fascinante. As esperas, os intervalos, os diálogos, os tipos que passeiam, se agrupam e atuam naquele ambiente são interessantíssimos. Passar algumas horas ali é diversão pura! Melhor, só no avião! Quando nos deparamos com 2 momentos da mais contraditória e divertida sensação proporcionada pelo cérebro: a decolagem e aterrisagem... Mas isso fica para outra hora!
terça-feira, 29 de julho de 2008
Porto de Galinhas, aqui vai mais uma...
Finalmente, depois de tanta indecisão, discussão, puxão de cabelo, terror psicológico e tortura chinesa, me decidi aonde vou passar aqueles infinitesimais 15 dias de férias, os quais tive que lutar no gel com 4 gordas suburbanas de bigode aqui do trabalho para conseguir: PORTO DE GALINHAS.

Quem me passou tudinho foi minha amada chefinha, que descolada, emancipada, antenada e viajada já conhecia. A praia venceu. Quero sombra, rede, cerveja, cigarros e um ócio tão grande que chegará a inutilizar meus músculos por muito tempo. Quero ferrar (para não dizer uma palavra que termina com a 2ª vogal átona que soa com timbre fechado após a colocação do circunflexo) com meus pulmões e fígado. Quero me queimar e voltar da cor de "Gabriela". Quero nadar, nadar, dar cambalhotas e me sentir uma artista sendo paparazzida numa praia deserta. Quero dormir, dormir, dormir, dormir. E acordar com mais sono! Então dormir, dormir, dormir! E só ter passado 2 horas. Quero não ter hora, não ter obrigação, não ter que "conjugar nenhum verbo" a não o querer... E sempre na primeira pessoa!
terça-feira, 8 de julho de 2008
Ir ou não ir? Eis a questão!
Agora, que acabou a disciplina, vou continuar postando sobre minha vidinha de viagens.
E como fim de período, férias escolares e férias no trabalho, me deparo com um grande dilema: AONDE VOU NAS FÉRIAS?
A princípio, as benditas estão marcadas para agosto, mas quem sabe mesmo quando eu vou tirar não é nem Deus, é mesmo a minha chefe! She's got the power! Mas conto com meu sorriso cândido e meu olhar pidão para convencê-la a me dar meus outros 15 dias de descanso.
Nestas férias eu tinha decidido não fazer p#$% nenhuma! Tô cansada, a beira de uma estafa mental e física, então não queria saber de nada! Mas sabe como é, começa a dar uma comichão pensar em 15 longos dias, sem fazer nada e tô pensando em algumas possibilidades.
Opção 1 - Esquiar no Vale Nevado (Chile)
Agosto na América do Sul, vai tá frio, um gelo e as estações de esqui bombando! Então pensei em me enfiar num lugar desses, contratar um professor de esqui e me arrebentar fisicamente durante o dia, enquanto a noite faço aquilo para o qual nasci: como, bebo e durmo... To super propensa a esse passeio. Afinal, amo neve e esqui deve cansar para caramba! Um espetáculo!

Opção 2 - Cancún
Se aqui tá frio, lá para cima do Equador tá superquentinho, paradisíaco e animador. Além disso, como estou cansada e esgotada, seria ótimo ir para um Resort, ficar largada na areia, dar mergulhos em mares azul berillo e dormir muito.
Opção 3 - Montanhas Russas, em Orlando
Desde que fui à Disney na Europa fiquei viciada na adrenalina que uma montanha russa com vários loopings, força G alta e alta para caracoles proporciona. É tanto medo, excitação e ânsia circulando nas veias que se quer mais, mais, mais, até explodir de tanta aflição. Sexo perde! Então pensei em passar uns 5 dias na Flórida, só indo à parques de diversão. Afinal, Estados Unidos não tem muito mais a oferecer mesmo!
Enfim, vou fazer a cotação com agências de turismo. Quando me decidir, aviso!
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